Duanny

Duanny

Duanny Lima, 18 anos, nascida em um 1º de novembro prefere dormir com letras nas pontas dos dedos ao invés de senti-las no teto do quarto, fugindo de contos, crônicas e receitas de bolo. Estudante de Publicidade, diz que quer ser redatora, mas acha que entende de marketing e outras coisas.

Sente uma fascinação inexplicável por leite com achocolatado e fotografias antigas onde se pode fingir que um dia esteve lá e se lembra de como é sair em uma dia de sol de luvas brancas e rendas em um vestido rodado. Sorri por besteiras e sopros cretinos, e se derrete toda por amores quentes. Adepta a psicologia da cafeína é quase PHD em drama domiciliar.

Escorpiana que fala de mais, tem três cachorros, um gato, uma tartaruga e um blog.

viaDuanny.

Segredos Públicos

Segredos Públicos
Mundo subjetivo. Lugares inusitados, lugares que não podemos ir. Qualquer lugar entre quatro paredes. Mundo paralelo, vida paralela, distante do real. Você está sempre lá.
Passamos adiante como pessoas que não podemos ser, continuamos no ócio, até explodir, até morrer, sem restrições.
Pensar, falar, andar, girar, poucas noites de sono, cafeína, paciência, calmantes, vírus, bactérias, doenças, boca, nariz e olho.  Deitar, virar e dormir. Um pouco gente, um pouco vivo, um pouco morto, um pouco tudo. Segredos e vontades reprimidas, sombras e máscaras, gritos e megafones , pessoas inúteis, aqueles que ainda tem esperança.
Fazer tudo para que sua vida valha a pena. Respirar e twittar, andar e querer voar, viver seus sonhos.
Sou alguém que não sou, mas poderia ser, ser a mesma pessoa, viver uma vida que não é sua, ir ao infinito, ao surreal. Não podemos fazer tudo que queremos. Um dia de 72 horas , comer e beber se necessário. Perto de quem está longe aqui e lá, tudo semelhante a mim menos eu… Escravo, robô, manipulado e previsível. O que não deve ser.
Falso, irreal, ilusão, mentiras,  sentimentalismos baratos,  unicórnios e arco-íris…
Você sente isso?
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Texto feito a trinta e oito mãos.
3ºano C – 2011
Centenário Ete Carlos de Campos

Come back, baby

Come back, baby

Chorei com a boca amarrada, quando tentaram arrancar meus segredos com pedaços de papel sulfite em branco.
Ninguém sabe, mas eu preferi mentir para meu senso crítico quando engoli meu segredo a seco no meio de uma imensidão de revelações alheias.

Dói menos, quando se evita olhar para o próprio sangue

Amor e Areia – II

Amor e Areia – II

Porque eu gostei da sua impetuosidade e da sua vontade transbordante de não amar, mas sim fazer amor. Eu menti na sua cara porque você tinha uma inquietação alegre nas pernas e nos braços compridos, te queria quieto, te queria comigo.
Eu te queria maresia pra deixar mais que areia na minha pele, blusa, short e calcinha. Te queria maresia pra beijar salgado e me jogar na água vestida me menina paulistana.

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@duannylima

Amor e areia – I

Amor e areia – I

Eu tinha o sol ardendo na pele, queimei e não foi por ansiedade. Vim correndo tentando te achar com o cheiro salgado do mar, bem, você sempre foi todo mar, de boca salgada e pele queimada. Aí que eu descobri que não era só você, você tinha o gosto da sua paixão, você tinha o cheiro de verdades simples e cidade natal.
E eu tinha o sorriso desconcertado no rosto, areia em todas as dobras de roupa, eu tinha as unhas lascadas e a vontade de ver o sol nascer. Você me olhou e sorriu, e disse “vou com você”, o problema meu bem, é que amor de praia não sobe a serra.

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